quarta-feira, 28 de abril de 2010

Calleb significa fiél

Após 6 anos, eu não tive coragem de escrever nada sobre você. Após 6 anos fingindo que aquilo não aconteceu, que nada foi real, eu finalmente consegui começar palavras sobre você. Não sei como posso expressar a dor que sinto de ter te perdido. Nem sei como relatar o fato de você ter voltado aquele dia apenas para se despedir e me pedir para seguir a minha vida. Eu cumpri a minha promessa, segui a minha vida, segurando toda a dor, tentando ser superior, tentando seguir tudo aquilo que você me ensinou. Mas todas as noites antes de dormir eu penso em ti. Penso se realmente estou fazendo da forma certa, se realmente estou te dando orgulho. Se você realmente me protege no lugar onde está, como prometeu proteger. Só espero continuar com essa força, pois se você soube-se o quanto as coisas tem sido difíceis, não apenas aqueles problemas que você já conhecia continuam, mas também outros problemas me aparecem a cada dia, o quanto as vezes eu quero sumir, ou ter você ao meu lado de novo para me abraçar e dizer que tudo vai ficar bem. Mas olha eu apenas quero agradecer por tudo que você fez, mesmo com aquele curto tempo que teve. Até hoje não entendo essa história de missão, mas espero está cumprindo a minha como você cumpriu a sua. Eu te amo Calleb, e nunca vou te esquece, seja lá onde você estiver.

Antiga conhecida

A garota estava parada observando de forma desesperada aquela figura já conhecida de outras lembranças e sonhos que a assombrava. Mas agora era diferente, ela estava completamente apavorada e destruída pelo o que estava acontecendo naquele momento, o vermelho escarlate transbordava cada vez mais dele, em quanto ele já estava claramente desacordado. Ela estava perdida, não conseguia entender os motivos daquilo, nada parecia fazer sentido, o medo e a dor que a consumia não a deixava pensar. A morte por sua vez, não parecia nem um pouco preocupada com aquele momento, apesar de está um pouco surpresa pelo o que tinha acontecido, se mostrava claramente tranquila em quanto terminava o trabalho na qual ela era designada, e em nenhum momento retribuiu o olhar daquela que a observava. O silêncio da cena foi quebrado quando a garota gritou em meio de seus lamentos:
- Isso não está certo. Não era pra ser ele.
Entretanto, a morte não pareceu se importar. E Lucy novamente gritou:
- Por que ele? Era pra ser a mim, não ele.
A morte virou-se lentamente para ela e disse:
- Você tem certeza disso?
- Claro que eu tenho, no sonho era a mim. Espera meus sonhos podem errar? Então meus sonhos poderiam esta errados o tempo todo? - Lucy hesitava
Neste exato momento vários tipos de lembranças se passaram pela sua cabeça, e uma exatamente a paralizou.
Era um dia chuvoso, Lucy estava aparentemente fria e segura do que estava para contar. E continuou com esse ar de frieza mesmo depois que ele descontroladamente gritava:
- Não, não, não! Tem que ter um jeito, isso não pode, eu não posso, a gente tem que fazer alguma coisa. Não. Me conte como vai acontecer, eu posso impedir.
- Não você não pode, você sabe muito bem, que com todas as outras pessoas, eu tentei impedir, achei que podia burlar, que podia engana-la, mas não, o único jeito da morte parar é... bom, você sabe. - Ela respondia no mesmo tom. Como se não houve-se importância.
- E se seu sonho não acontecer dessa vez, como foi com todos os outros? E se você não morrer? E se foi apenas um pesadelo? - Ele perguntava, com o ultimo fio de esperanças nos olhos.
- Você sabe que não foi apenas um pesadelo. Nunca tenho pesadelos desse tipo. Quer dizer, sempre tenho, mas todos eles se tornam reais. - ela começara a tremer, mas tentou se controlar em frente ao medo que a tomava.
A lembrança foi interrompida pela morte, que com sua voz áspera e seca, dizia:
- Seus sonhos, nunca erram. É um dom divino, trágico, mas divino.
- Então por que ele, e não eu? - Lucy perguntava entre os soluços.
A morte então andou um pouco para frente, e fez imagens aparecerem na neblina que se instalava no local onde os três estavam. No principio aparaceu apenas ele chorando, mas logo após apareceu a morte e ele selando um pacto obscuro. Assim a lembrança sumiu em direção aos ventos. A morte a olhou com um certo ar de piedade. E ela nesse momento reviveu em seus pensamentos a melhor lembrança que ela tinha guardada em si.
Era um dia calmo, Lucy e ele estavam na praia, vendo o pôr do sol, até que ela fixou seus olhos nos olhos verdes dele e perguntou:
- Você me ama?
- Se eu te amo? - ele riu com tom de deboche - Lucy você é a pessoa que eu mais amo nesse mundo. - Falava seguramente em quanto a acariciava o rosto.
- Como você sabe disso? - Ela perguntou com um certo tom de insegurança.
- Eu sei disso, porque para te ver feliz, para te ver bem, para te ver viva, eu daria a minha vida pela sua.

E em meio a lembrança dessas palavras, Lucy via o belo garoto de olhos verdes, que tinha entregue sua alma para não sentir a dor de perde-la sendo levado embora para sempre, pela sua mais antiga conhecida: A morte.